Esses dias estava tomando café da manhã em casa e conversando com a minha prima, que estava nos visitando aquela semana, caímos no assunto de IA (pra variar… ahahaha).
Ela me falou sobre o receio que sente de ser substituída por IAs, e por robôs, pela tecnologia e eu ponderei: acredito que haverão perdas, mas não mais do que já aconteceu no passado.
É inevitável, pelo menos para mim, pensar sobre os momentos de evolução ao longo de milhares e até milhões de anos. Os primeiros humanos que descobriram como criar ferramentas a partir de pedras lascadas, ou como cozinhar usando o fogo, ou a eletricidade, enfim, a lista é extensa.
Estamos em um momento desses. Uma tecnologia completamente revolucionária vai obrigar a nos adaptarmos ou morreremos. Não sendo dramática, mas morreremos mesmo (talvez não literalmente, mas metaforicamente com certeza).
Nessa mesma conversa eu lembrei do filme (incrível, assistam) Estrelas Além do Tempo. A cena que mais me marcou foi a que retrata a história de Dorothy Vaughan - magistralmente interpretada por Octavia Spencer, a qual sou muito fã - em que ela percebe que poderá ser substituída, junto com a equipe de mulheres “calculadoras humanas” a qual supervisionava, após a instalação de um computador com capacidade de fazer cálculos em fração de segundos. Percebendo essa ameaça ela busca entender o computador e passa a estudar Fortan, a linguagem de programação que fazia o computador funcionar.
Àquela altura, os engenheiros ainda não entendiam como fazer o computador funcionar perfeitamente e foi percebendo isso que Dorothy ganha destaque. Estudou, ensinou sua equipe e se tornou indispensável para o futuro da Nasa (ela trabalhava lá na época).
É exatamente isso que estamos enfrentando atualmente, uma nova tecnologia surgiu de forma massiva e precisamos entendê-la e nos adequarmos a ela para nos mantermos relevantes.
Ninguém sabe, ao certo, o futuro da IA. É um campo muito novo que tem sido desbravado incessantemente, mas que ainda não dá sinais de substituição da mente humana.
Aprendi que há 3 níveis para essa tecnologia:
- Inteligência Artificial Estreita (ANI) ou IA Fraca - É a categoria mais básica, onde a IA desenvolve bem uma única tarefa, como jogar xadrez, por exemplo.
- Inteligência Artificial Geral (AGI) ou IA Forte - Esse nível torna a IA quase humana, pois ela desenvolve capacidades cognitivas no nível humano, sendo capaz de desenvolver qualquer tarefa intelectual, assim como uma pessoa.
- Superinteligência Artificial (ASI) - Nesse nível, a IA supera a inteligência humana.
Estamos caminhando para o nível 2 e, sim, devemos nos preocupar com os caminhos que essa tecnologia vai trilhar. Mas no momento, o que temos é um aliado para nossas tarefas mais básicas e corriqueiras.
Há abertura para uma série de discussões, que não cabem nesse texto, mas o ponto que quero destacar é que devemos evoluir incessantemente para nos mantermos relevantes e, talvez (apenas talvez) a tecnologia seja o caminho para resgatarmos algo um tanto esquecido e negligenciado: nossa humanidade.
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